• IBM melhora células solares feitas de materiais abundantes

    por  • 14 de Fevereiro de 2010 • Tecnologia • 0 Comentários

    A IBM uma gigante na área dos computadores inventou recentemente uma nova célula solar, mais barata e eficaz. Esta permite fabricar painéis solares a partir de materiais comuns em casa.
    São materiais como o cobre, o zinco e o enxofre que estão na génese deste novo tipo de célula solar recentemente desenvolvida pela IBM, permitindo a produção de energia eléctrica a partir do Sol. A eficiência deste equipamento é cerca de 9.6%, a qual apesar de baixa é cerca de 40% melhor que o valor que se conseguia atingir anteriormente com este conjunto de materiais.
    Num comunicado à imprensa, a IBM afirma que “no sentido de atingir o progresso na pesquisa de células solares, a IBM está a aplicar a sua experiência mundialmente reconhecida na tecnologia de microprocessadores, materiais e manufactura”. Apesar disso, a empresa admite não querer entrar no negócio da energia solar, mantendo-se aberta a parcerias com outros produtores para desenvolver a tecnologia.
    David Mitzi, investigador principal da equipa que desenvolveu estas células solares acredita no potencial energético do Sol, que tem sido subaproveitado fundamentalmente devido ao elevado custo das soluções de aproveitamento do Sol para produção de energia eléctrica. Numa hora apenas temos mais energia solar a atingir a Terra do que aquela que o planeta consome num ano mas o aproveitamento fotovoltaico contribui com menos de 0.1% da electricidade consumida a nível mundial como consequência do custo.
    Estas novas células são baseadas na tecnologia de película fina mas ao contrário da generalidade das células, é baseada em nanopartículas, ao invés das soluções baseadas em vácuo. As células solares de película fina são actualmente feitas com componentes raros – Seleneto de Cobre Índio ou Telureto de Cádmio, elevando os custos de fabrico dos painéis. Ainda segundo a IBM, as outras tentativas de produção de células a partir de materiais mais acessíveis não tem atingido os resultados pretendidos.

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