
A Google desafiou as regras da China em relação à censura ao redireccionar vários utilizadores para um site de Hong Kong não filtrado, uma acção que pode ter levado à empresa a desistir o maior mercado da Internet do mundo.
A decisão da companhia foi o resultado de uma disputa de dois meses com o governo e foi classificada como “totalmente errada” pela agência de noticias Xinhua. Os resultados de pesquisa sobre Tiananmen Square em computadores em Shangai e Pequim ontem não foram mostrados na China, sugerindo que o governo começou a limitar o acesso a Hong Kong.
O governo dos Estados Unidos demonstrou-se desapontado pois a Google e a China falharam em chegar a um acordo. O conflito contribuiu para a deterioração da relação entre os dois paises, seguindo o desacordo entre vendas de armas em Taiwan e o valor do yuan.
Muitos sites de Hong Kong já estão a cortar o seu acesso ao motor de busca e os especialistas afirmam que a decisão da Google traz mais malefícios que benefícios.
As acções da Google caíram 2.50 dólares ficando a 557.50 dólares no mercado de acções Nasdaq.
A Google já tinha ameaçado acabar com a censura quando em Janeiro sofreu ataques de hackers da China. A Google afirmou que os seus sistemas tinham sido atacados por hackers muito sofisticados para obter informações pessoas sobre activistas dos direitos humanos que usavam o Gmail.
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